Ações
Os nós de ação fazem algo acontecer a cada item: chamam uma API, consultam ou gravam num banco, enviam um e-mail, geram arquivos, criam tarefas. Vários usam uma credencial.
HTTP Request
Chama uma API HTTP (GET, POST, PUT, PATCH, DELETE) por item. Informe a URL (que
pode usar {{ … }} com dados do item), os cabeçalhos — um por linha, no formato
Nome: valor — e, nos métodos com corpo, o conteúdo a enviar. A autenticação é
opcional e vem de uma credencial.
Duas recusas que valem conhecer antes de montar a integração:
- O nó não segue redirecionamentos. Uma resposta 3xx chega como está, com o código e o cabeçalho de destino; se o serviço redireciona, aponte a URL final.
- O nó recusa endereços da rede interna. Se o endereço informado resolver para um IP privado, de loopback ou de link local, a chamada não é feita. Use o endereço público do serviço; para bancos e sistemas que só existem dentro da rede do cliente, use o agente local.
O que vem de volta
O campo O que vem de volta decide como a resposta chega ao item:
- Texto ou JSON (padrão) — o corpo vem no campo
body, já entendido como JSON quando o serviço responde em JSON. - Um arquivo (PDF, planilha, imagem…) — o corpo vira um arquivo anexado ao item, em vez de texto. É o que permite baixar um PDF ou uma planilha de uma API e mandá-lo como anexo do Enviar e-mail, ou entregá-lo ao Google Drive.
Escolhendo arquivo, aparecem mais dois campos: Propriedade binária de saída —
o nome pelo qual os próximos nós encontram o arquivo, data por padrão — e Nome
do arquivo. Deixe o nome em branco para usar o que o servidor informar; se ele
não informar, o nó usa o final da URL.
Ritmo das chamadas
Muitas APIs limitam quantas chamadas aceitam por período e recusam o excesso. Na aba Config você diz esse limite ao nó, no mesmo formato em que a API o publica:
| Campo | Para que serve |
|---|---|
| Máximo de chamadas | Quantas chamadas o nó pode fazer. Em branco, ele chama o mais rápido que conseguir |
| A cada | O período do limite: segundo, minuto (padrão) ou hora |
O limite vale para o nó inteiro, não para cada item: com 100 a cada minuto, um lote de mil itens sai espaçado, respeitando a conta.
Ainda na aba Config, Repetir quando a API recusar por excesso de chamadas trata o caso em que a recusa acontece mesmo assim. Ligada, o nó espera o tempo que a própria API pedir — no máximo um minuto por tentativa — e chama de novo, até o número de Tentativas (3 por padrão, no máximo 10). Se a API não disser quanto esperar, a espera vai dobrando a cada tentativa. Esgotadas as tentativas e a recusa continuando, o item sai marcado como erro, com o aviso de reduzir o máximo de chamadas do nó.
A opção vem desligada: sem ela, a recusa chega como um item comum, com o código da resposta, e o fluxo segue como se a chamada tivesse acontecido — o que é o comportamento que os fluxos já montados esperam.
Uma resposta com código de erro (4xx, 5xx) não interrompe o fluxo: ela
chega normalmente, com o status e o corpo, para você decidir o que fazer com um
IF. Já uma falha de comunicação (servidor fora do ar, nome não
resolvido, tempo esgotado) é uma falha do nó e segue o Em caso de erro da aba
Config — que, por padrão, encerra a execução. Veja
Ajustes do nó. Para interromper de propósito, use
Marcar erro.
Banco SQL
Executa um comando SQL num banco externo, usando uma credencial de banco — na
credencial você escolhe o banco: MySQL/MariaDB, PostgreSQL ou SQL
Server. Não é só consulta: um SELECT devolve uma linha por item para os
próximos passos, e um comando de escrita (INSERT, UPDATE, DELETE) devolve a
quantidade de linhas afetadas.
Escreva o SQL usando {{ … }} para trazer valores do item.
SQL Server
Mesmo comportamento do Banco SQL, com uma credencial própria de SQL Server — use este nó quando precisar dos ajustes específicos dela: se confia no certificado do servidor (o padrão, útil em rede interna com certificado próprio) e se exige criptografia na conexão.
Oracle
Mesmo comportamento, com uma credencial de Oracle. Na credencial, identifique o banco por Service Name (recomendado) ou por SID. No Oracle, escreva a sentença sem o ponto e vírgula final.
Banco local (via agente)
Consulta um banco que não está publicado na internet — um arquivo Access
(.mdb/.accdb), por exemplo — através de um agente instalado na rede onde o banco
vive. Escolha o Agente local, a Conexão e escreva o SQL; o resultado volta
como items, igual aos demais nós de banco. Ajuste o Timeout ao tempo que a
consulta costuma levar: esgotado o prazo, o nó falha avisando que o agente não
respondeu. Veja Agente local para instalar e registrar.
Enviar e-mail
Envia um e-mail por item, em texto ou HTML, usando uma credencial SMTP. Além do
destinatário, aceita CC, BCC, nome do remetente e Reply-To — todos
com {{ … }}, e cada campo aceita vários endereços separados por vírgula ou ponto e
vírgula.
Em Anexos — propriedades binárias você informa quais arquivos do item seguem
junto (data é o nome padrão). É assim que o PDF do RM — Gerar Relatório ou a
saída do Salvar em arquivo viram anexo. Separe por vírgula para mandar mais de
um.
Enviar e-mail (modelo)
Envia um e-mail a partir de um modelo já cadastrado, em vez de digitar o texto no
nó. Escolha o Modelo e preencha as variáveis que ele pede — cada valor aceita
{{ … }} com dados do item. O assunto e o corpo vêm do modelo; aqui você define só
destinatários, CC, BCC, nome do remetente e Reply-To. Use quando o mesmo texto se
repete em vários fluxos e você quer mantê-lo num lugar só — veja
Modelos de e-mail para escrever e manter o texto.
Salvar em arquivo
Transforma o conteúdo de uma variável do item num arquivo que segue anexado ao item, pronto para ser enviado por e-mail ou entregue ao Google Drive.
| Campo | Para que serve |
|---|---|
| Conteúdo (variável) | O que vai virar arquivo, por exemplo {{ linhas }} |
| Formato | JSON (formatado), Texto (.txt), CSV (planilha) ou XML |
| Separador do CSV | Ponto e vírgula (;), que é o que o Excel em português espera, ou Vírgula (,) |
| Elemento raiz do XML | A tag que envolve o conteúdo. Padrão itens |
| Nome do arquivo | Como o arquivo será chamado; a extensão é acrescentada se faltar |
| Propriedade binária de saída | Nome pelo qual os próximos nós encontram o arquivo (padrão data) |
Sobre os formatos: no Texto, uma lista sai com uma linha por item. No CSV, uma lista de registros vira tabela — as colunas são todos os campos que aparecem, mesmo os que só existem em alguns registros, para nenhum dado se perder no caminho.
O arquivo trafega junto com o item durante a execução; ele não fica guardado no sistema depois.
Ler CSV
Lê um CSV e transforma cada linha num item.
| Campo | Para que serve |
|---|---|
| Fonte do arquivo | Variável binária (do item), para um arquivo que chegou de um passo anterior, ou Subir arquivo manualmente |
| Propriedade binária | Onde está o arquivo no item, quando a fonte é o próprio item |
| Separador | Vírgula, ponto e vírgula, tabulação, barra vertical ou outro de sua escolha |
| Primeira linha é cabeçalho | Ligado, os nomes das colunas viram os campos do item; desligado, saem como col_0, col_1… |
| Codificação | UTF-8 ou ISO-8859-1/Latin1 (planilhas salvas pelo Excel em português costumam ser Latin1) |
Se o arquivo vier vazio ou faltar no item, a linha segue marcada com o motivo e o restante do lote continua.
Ao subir o arquivo pelo próprio nó, ele passa a fazer parte do fluxo e é carregado a cada execução — bom para tabelas de referência pequenas. Para arquivos grandes, baixe por HTTP ou pelo agente e leia pela variável binária.
Como os arquivos circulam entre os nós
Arquivo, aqui, é algo que viaja junto com o item sob um nome — data, por
padrão. Quem produz arquivo (Salvar em arquivo, RM — Gerar Relatório,
HTTP Request com o retorno em arquivo, Google Drive — Arquivos ao baixar)
grava sob esse nome; quem consome (Ler CSV, Enviar e-mail, Google Drive
— Arquivos ao enviar) pergunta por ele. Se um passo já anexou algo, o seguinte
pode usar outro nome e os dois convivem no mesmo item.
Um caminho completo, de ponta a ponta:
RM — Consulta SQL → Salvar em arquivo (JSON, "relatorio") → Enviar e-mail (anexos: relatorio)
Google Drive — Arquivos (baixar) → Ler CSV → Editar campos → Banco SQL
HTTP Request (retorno em arquivo) → Enviar e-mail (anexos: data)
Criar tarefa
Cria uma tarefa interna para acompanhamento humano. Preencha a Chave (idempotência) com algo estável do item — o número do documento, por exemplo — e execuções repetidas atualizam a mesma pendência em vez de abrir outra.
Marcar erro
Encerra a execução em erro, com a mensagem que você escrever. Use quando uma condição torna o restante do fluxo inválido e você quer que a execução conste como falha (visível no Monitor e capturável por um gatilho de Erro).
Google Drive
Dois nós — Google Drive — Arquivos e Google Drive — Compartilhamento — cuidam de listar, baixar, enviar e compartilhar arquivos. Veja Google Drive.
Controle de acesso Dimep
Há nós dedicados para ler as marcações das catracas e para manter pessoas, credenciais, visitantes, visitas e veículos. Veja Dimep.
Outros sistemas LBHM
Os nós Tasks (criar, atualizar, listar, consultar e tópicos), Utils (consultar e buscar CEP) e LIP (notificar) conversam com os demais sistemas LBHM. Veja Integrações LBHM.
Para falar especificamente com o TOTVS RM, veja os nós do TOTVS RM.