O editor

O editor é a tela onde você monta o fluxo arrastando nós e ligando um ao outro. É o coração do NEXUS Flow.

Montando o grafo

  1. Adicione nós com + Adicionar nó, escolhendo no catálogo. Comece sempre por um gatilho.
  2. Ligue os nós: arraste uma conexão da saída de um nó até a entrada do próximo. A informação flui na direção das setas.
  3. Configure cada nó: clique nele para abrir os parâmetros (o que consultar, qual condição aplicar, para quem enviar etc.).
  4. Salve sempre que terminar uma alteração. Se você tentar sair da tela com alterações não salvas, o editor avisa antes de descartar o trabalho.

A ordem das ligações define a ordem de execução: cada nó só roda depois que o anterior entregou os seus itens.

Usando valores dos itens

Vários campos aceitam expressões — referências a valores que vêm dos itens, escritas entre chaves duplas. Por exemplo, num endereço de API você pode escrever:

https://api.exemplo.com/clientes/{{ ID }}

Na hora de rodar, {{ ID }} é trocado pelo valor do campo ID de cada item. Assim o mesmo nó atende a todos os itens, cada um com os seus dados. Enquanto você digita, o editor mostra ao lado do campo (marcado com fx) o resultado da expressão para o item de exemplo — e o erro, quando a expressão não fecha.

Na aba Parâmetros do nó, a coluna Variáveis à direita lista tudo o que você pode usar: os campos do item que chegou, os dados do fluxo e da execução, data e hora, e a saída dos outros nós. Arraste um item para dentro de um campo — ou clique nele e a expressão entra onde está o cursor. Há uma busca no topo para achar o campo pelo nome quando a lista é longa.

A mesma coluna aparece ao abrir um campo em tela cheia (o botão ⤢ dos campos de XML, SQL e código), que é justamente onde você escreve os trechos mais longos.

Dentro das chaves você pode calcular, e não só inserir um valor: contas ({{ quantidade * preco }}), condições ({{ status == "OK" ? "pronto" : "—" }}) e funções prontas, por exemplo:

  • Texto: upper, lower, trim, capitalize, replace, split, join, padStart, contains, startsWith.
  • Número: round, floor, ceil, abs, min, max, sum, avg, clamp.
  • Listas: length, first, last, slice, unique, sort, reverse, includes, flatten.
  • Objetos: get, has, keys, values, pick, omit, merge.
  • Datas: now, today, format, dateAdd, dateDiff, startOf, weekday.
  • Padrões/nulos: default, coalesce, ifEmpty, isEmpty.

Também dá para escrever listas ({{ [1, 2, 3] }}) e objetos ({{ {"nome": NOME, "total": qtd * preco} }}) direto na expressão.

Dados do próprio fluxo e da execução

Além dos valores dos itens, você tem à mão a identificação do fluxo e da execução em andamento — útil em e-mail, mensagem ou tarefa aberta pelo fluxo no LBHM Tasks, para quem recebe saber de onde veio e poder abrir a execução:

Expressão O que traz
{{ $workflow.nome }} Nome do fluxo
{{ $workflow.grupo }} Categoria do fluxo (vazio se ele não tem uma)
{{ $workflow.id }} / {{ $workflow.url }} Identificador e endereço do fluxo
{{ $execution.id }} Identificador desta execução
{{ $execution.modo }} Como ela começou: manual, teste, webhook, schedule, polling…
{{ $execution.url }} Link para abrir esta execução

Exemplo de assunto de e-mail:

[{{ $workflow.grupo }}] {{ $workflow.nome }} encontrou 3 pendências — {{ $execution.url }}

Se os dois links vierem em branco, fale com o seu ponto focal na LBHM: falta um ajuste na instalação para que eles apontem para o endereço certo.

Caminhos diferentes (portas)

Nós de decisão têm mais de uma saída. O IF (condição) separa os itens em duas saídas, escritas no desenho como true (os que atendem à condição) e false (os demais); o Switch (rotear) cria uma porta por caso, mais a default. Ligue cada saída a um trecho diferente do fluxo para tratar cada situação do seu jeito. Veja Dados e lógica.

Ajustando o comportamento do nó

Ao abrir um nó você tem quatro abas: Input (o que chegou), Parâmetros (a configuração), Output (o que saiu) e Config. É em Config que você decide o que acontece em caso de erro, quantas tentativas fazer, o que fazer quando não vem nenhum resultado e se os itens podem ser processados em paralelo — veja Ajustes do nó.

Testar antes de ativar

Use ▶ Executar fluxo para salvar e rodar ali mesmo, vendo em cada nó o que ele recebeu e o que produziu. Ajuste e execute quantas vezes precisar; só ative o fluxo quando o resultado estiver correto.

Para conferir um trecho específico, abra o nó e use ▶ Este nó: roda só até ele e os passos anteriores, sem executar o resto do fluxo.

Na aba Output do nó, 📌 Pinar esta saída guarda o resultado atual. Nos testes seguintes o fluxo entrega esse resultado guardado aos próximos nós, em vez de consultar o sistema de novo — o ajuste fica bem mais rápido, e você evita repetir uma consulta pesada ou um envio. Use ✎ Editar saída para escrever o resultado à mão e Despinar para voltar ao normal. A saída fixada vale apenas nos testes: nas execuções de verdade o nó sempre roda.

Três coisas facilitam o trabalho com a saída fixada:

  • Ao reabrir o nó, o editor já vem com o conteúdo preenchido — você continua de onde parou, sem redigitar.
  • O que você escreve é conferido enquanto digita: o formato é um objeto de porta → lista de itens, e um conteúdo que os próximos passos não receberiam é recusado ali mesmo, com a correção. Enquanto a mensagem estiver na tela, o valor anterior continua valendo.
  • Quando a saída fixada não vai ser usada, o nó avisa: passos que processam em lotes a ignoram, o conteúdo de um arquivo não é guardado junto (os passos seguintes recebem o anexo vazio) e uma porta que aquele passo não possui não entrega nada.

Trabalhando no canvas

Com o mouse, no espaço vazio do canvas:

Gesto O que faz
Arrastar com o botão esquerdo Move a visualização — é como você percorre um fluxo grande. O botão do meio e o direito fazem o mesmo.
Shift + arrastar Desenha uma caixa de seleção. Tudo o que ficar dentro dela é selecionado de uma vez, e arrastar um dos nós selecionados move todos juntos.
Clique direito Abre o menu do canvas, com Adicionar nó, Adicionar nota e Colar — e o lembrete do atalho de seleção.

Pelo teclado:

Atalho O que faz
Ctrl+S Salvar
Ctrl+Enter Executar o fluxo
Ctrl+Z / Ctrl+Y Desfazer / refazer
Ctrl+C, Ctrl+V, Ctrl+X Copiar, colar e recortar a seleção
Ctrl+D Duplicar o nó
D Desabilitar ou reativar os nós selecionados
Shift+S Adicionar uma nota
Delete Excluir a seleção

Um nó desabilitado deixa de rodar e apenas repassa adiante o que recebeu — útil para isolar um trecho enquanto você investiga.

No menu ⋯ da barra superior você encontra:

  • Organizar fluxo — reposiciona os nós automaticamente, da esquerda para a direita.
  • Adicionar nota — um bilhete no canvas para explicar o fluxo a quem for mexer depois.
  • Exportar PNG — a imagem do fluxo inteiro, para apresentar ou anexar.
  • Documentação — a documentação do fluxo, descrita a seguir.

A documentação do fluxo

📄 Documentação, na barra superior do editor ou no menu ⋯, abre um painel com o fluxo explicado por escrito: um resumo do que ele faz, os passos em ordem e o diagrama do desenho. Serve para apresentar a automação a quem não vai abrir o editor e para deixar registrado o que foi combinado.

A documentação é montada a partir do desenho atual e refeita sempre que o fluxo muda, então ela não envelhece sozinha. A data em que foi gerada aparece no alto do painel.

No painel você tem:

  • ⬇ Baixar PDF — gera o documento com o logo e o nome da sua organização no cabeçalho, e quem o emitiu.
  • Copiar markdown — leva o texto para colar num e-mail, num chamado ou na sua própria base de documentos.
  • ↻ Regenerar — refaz a partir do fluxo como ele está agora. Disponível para quem pode editar o fluxo.

O texto explicativo é escrito por um recurso de IA. Se ele não estiver disponível, o painel avisa e mostra o diagrama dos passos, montado a partir do desenho — para ganhar também o texto, fale com o seu ponto focal na LBHM.